Principais Resultados Pesquisa Quantitativa

 

Conhecimento sobre os riscos em geral – 52% das mães revelaram acreditar que seus filhos correm mais riscos fora de casa, mas este dado já demonstra uma contradição: queimaduras e quedas, que comumente acontecem dentro de casa, representam os riscos mais presentes na mente das mães (32% e 19% respectivamente), mesmo misturados a outros tipos de acidentes comuns do ambiente externo – como acidentes em veículos, por exemplo – e a outros tipos de riscos como violências (envolvimento com drogas, assaltos, pedofilia). Queimadura também foi considerado o acidente que mais pode ser prevenido (90% das mães).

 

Grau de preocupação – para fazer esta avaliação, foi entregue às entrevistadas uma cartela com graus de preocupação para serem avaliados de 1 a 5 (sendo 1 nada preocupante e 5 extremamente preocupante) levando em conta os riscos que elas consideraram que seus filhos estavam expostos. Entre os acidentes de maior preocupação estão os de trânsito: 79% das entrevistadas que distribuíram nota para o acidente no veículo (base=111 mães) classificou este risco como extremamente preocupante (nota 5) e 75% fez a mesma consideração para os atropelamentos (base=200 mães).

 

Os riscos ligados à violência (envolvimento com drogas, balas perdidas, más influências, ou seja, lesões intencionais) apresentaram os maiores índices de preocupação entre as mães se comparados aos acidentes. Dados do Ministério da Saúde mostram porém, que até os 14 anos, crianças morrem aproximadamente 6 vezes mais de acidentes do que de violência.

 

Prevenção – o acidente mais evitado entre as mães é a queimadura: 72% das mães já fizeram algo para prevenir. Choques elétricos e cortes com facas e tesouras empatam em segundo lugar, com 45%. O menos evitado foi o acidente com a criança na condição de passageira de veículos; apenas 13% afirmaram prevenir este risco. O segundo menos evitado (apenas 15% das mães evitam/evitaram) representa a segunda principal causa de morte, entre os acidentes, de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil: o afogamento.

 

Acidentes ocorridos com seus filhos – A queda foi o acidente mais vivenciado pelos filhos das entrevistadas: 31%. Esse dado reflete uma realidade já que a queda é a principal causa de hospitalização por acidentes de crianças e adolescentes no Brasil. Do total de quedas vivenciadas pelos filhos das entrevistadas, 60% ocorreu com crianças de 1 a 4 anos. O acidente de bicicleta, segundo mais vivenciado, vitimou crianças de 5 a 9 anos em 45% dos casos e a queimadura, terceiro mais vivenciado, vitimou crianças de 1 a 4 anos em 66% dos casos.

 

A presença de um “cuidador” não impediu que estes acidentes ocorressem. Em 89% das situações a criança não estava sozinha (base=588). Mas vale considerar que em 17% dos casos, a pessoa que acompanhava era uma outra criança (base=524). O acidente que mais ocorreu quando a criança estava sozinha foi o atropelamento (32%), um risco do ambiente externo, considerado pelas mães o ambiente onde seus filhos estão mais expostos.

 

Das mães que acreditam que os acidentes vivenciados poderiam ter sido evitados (base=394 mães), a prevenção estaria principalmente em não descuidar da criança em nenhum momento (32%). Em casos específicos, segundo elas, a solução seria tirar objetos do alcance da criança (10%), entre outros. Das mães que não acreditam que os acidentes vivenciados poderiam ter sido evitados (base=194), de um modo geral, justificam que eles são comuns de acontecer e não há como prever (34%).

 

Segmentação – o estudo identificou três perfis de mães: 49% Super Mãe da boca pra fora, que se considera a melhor pessoa para cuidar do filho, mas não adota medidas de prevenção; 30% Protetora e prevenida, que assumem ter modificado toda a casa depois que o filho nasceu; 21% Conformada, que acredita ser impossível prevenir acidentes com crianças.

 

Recorte – Uso da cadeirinha e Transporte escolar

Considerando o total de mães entrevistadas, 40% transportam seus filhos em automóveis (base=194). Deste número, apenas 32% possuem o dispositivo de retenção (bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação).

 

Do total das famílias que possui o equipamento (base=67), 92% possui por questão de segurança, 17% possui por ser de uso obrigatório, 9% possui para proporcionar maior conforto às crianças. Quando perguntadas sobre os trajetos nos quais utilizam o equipamento, mais de uma alternativa poderia ser assinalada: 86% na cidade, sempre; 54% na cidade, em trajetos longos, 53% nas estradas e 45% em cidades a passeio (resposta múltipla).

 

Das famílias que não possuem a cadeirinha (base=127), 67% responderam que a criança não está mais na idade de usar o equipamento, 26% respondeu que a criança é transportada no banco de trás com o cinto de segurança, 7% respondeu que não possui carro e que utiliza o de parentes e 5% respondeu que valor da cadeirinha é muito alto.

 

A maioria das mães que não possui o equipamento, respondeu que transporta seus filhos no banco de trás do veículo 82%. Mas uma quantia significativa transporta a criança no banco da frente 18%. Do número total de mães que não possui o equipamento, 59% possuem filhos com idade para estar na cadeirinha.

 

Transporte escolar: 17% das entrevistadas afirmaram que seus filhos utilizam a perua escolar. Desse total (base=72), 55% disseram que o transporte é feito com uso do cinto de segurança, 21% afirmaram que seus filhos não utilizam e 25% não souberam dizer se a criança utiliza ou não o cinto.

A cadeirinha passa a ser equipamento obrigatório a partir do dia 1 de setembro de 2010, segundo a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito, para crianças de até sete anos e meio.